Revolução chinesa

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Revolução chinesa

Mensagem  Daniel Drumond em Ter Maio 06, 2008 9:31 pm

A Revolução Chinesa
Com aproximadamente 400 milhões de habitantes, a China no término do século XIX era sujeita aos interesses econômicos das potências imperialistas da época. Afinal, a China era um dos maiores mercados consumidores. Isso se dava por causa de sua enorme população.

Para realizar a sua dominação, os países imperialistas possuíam o apoio de uma propaganda que influenciava as pessoas. Além disso, os atos coniventes dos imperadores chineses da família Manchu, que imperavam o país desde o século XVII.

Esses acontecimentos (marcados por humilhações e privilégios) levaram inúmeros chineses a praticarem atos de rebeldia. Por exemplo, em 1900, uma sociedade secreta, os Boxers que praticavam o boxe sagrado começaram uma rebelião nacional se opondo contra os estrangeiros, mas no final foram massacrados pelos poderosos exércitos do ocidente, que se organizaram contra eles. Os Boxers foram derrotados. Porém a batalha tinha apenas começado.

Aos poucos, a população foi lutando pela democracia, quando, em 1911, o império chinês caiu. A rebelião que finalizou a monarquia chinesa estava sendo liderada por Sun Yat-sen, recebendo cargo de presidente da República recém-proclamada. Sun Yat-sen, fundou o Kuomintag, Partido Nacional do Povo.


No entanto, a recente República chinesa não conseguiu combater as potências estrangeiras e nem aos chefes militares locais, chamados “os senhores da guerra”.
Em 1921, com o interesse de criar um partido chinês, foi fundado o Partido Comunista Chinês (PCC). Seus principais fundadores foram o educador Peng-Pai, o intelectual Chen-Tu-xiu e o ativista político Mao Tse-tung.
Em 1927, o general Chiang Kai-shec tomou o comando das tropas do Partido Nacional do Povo. Durante as lutas que ocorriam, Chiang Kai-shec também se virou contra os comunistas, mandando que os massacrassem. A partir desse momento, a união entre os comunistas e os nacionalistas se transformou em uma guerra entre eles.
A Longa Marcha foi um dos episódios marcantes dessa guerra, esse movimento foi uma caminhada de 10 mil quilômetros em que mais de 100 mil pessoas foram em direção ao noroeste da China com a finalidade de escapar do cerco inimigo. Durante a Longa Marcha, muitas pessoas morreram, algumas ficaram pelo caminho organizando os camponeses, que se transformaram na principal base de apoio dos comunistas. Apenas 9 mil pessoas conseguiram chegar ao destino final, a província de Shensi, onde construíram o quartel-general das tropas maoístas.

A longa guerra entre comunistas e nacionalistas foi interrompida duas vezes. A primeira, em 1937, quando tiveram de se unir para enfrentarem o Japão que havia invadido a Manchúria, no norte do país. A segunda, para enfrentar as forças nazi-fascistas.
Com o final da Segunda Grande Guerra, os japoneses tiveram de se retirar do território chinês e o exército de Chiang Kai-shec, “apoiado” pelos Estados Unidos, lançaram uma ofensiva contra os “vermelhos” de Mao Tse-tung, reiniciando, então, o conflito armado.
Mesmo sem o menor apoio da União Soviética, as forças de Mao Tse-tung conquistaram a vitória. No dia 1 de outubro de 1949, assumiram o poder e proclamaram a República Popular da China. Chiang Kai-shec e o que sobrou de seu governo esconderam-se na ilha de Formosa (Taiwan), onde instalaram a China Nacionalista.

Texto: João Paulo Resende

Daniel Drumond
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