A guerra do Vietnã

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A guerra do Vietnã

Mensagem  Daniel Drumond em Ter Maio 06, 2008 11:29 pm

Como tudo começou

O Vietnã, uma colônia francesa, foi invadido pelos japoneses durante a Segunda Guerra Mundial. No esforço para a libertação, Ho Chi Minh e outros líderes comunistas vietnamitas criaram a Liga Pela Independência do Vietnã, que atuou como movimento guerrilheiro, inclusive com apoio norte-americano, dentro das perspectivas da Conferência de Teerã (1943), na qual ingleses, americanos e soviéticos concordaram que os países libertados teriam regimes democráticos, governados em princípio por coalizões contrárias ao Nazi-fascismo. Em dois de setembro de 1945, Ho Chi Minh proclamou a independência da República Democrática do Vietnã.

Diante da Guerra Fria, os franceses reinstalaram o seu domínio sobre a Cochinchina, de onde tentaram apoderar-se do resto do Vietnã. Derrotados em 1954, firmaram os Acordos de Genebra, nos quais o país foi dividido em duas zonas ao largo do paralelo 17, que não se devia transformar em fronteira, com previsão de um plebiscito em 1956, sobre a reunificação. Porém, essa consulta não se realizou, devido à radicalização de ambos os lados: o Norte, controlado pelo comunista Ho Chi Minh, respaldado pela China e URSS; e o Sul, pelo anticomunista por Ngo Dinh Diem, com crescente apoio dos EUA.


A Presença dos EUA no Vietnã

Em 1960, a Revolução Cubana abala os EUA. A Teoria do Dominó (1954), enunciada pelo presidente Eisenhower, é utilizada por Kennedy. Por ela, os Estados do Sul da Ásia eram como pedras de dominó, que postas em fila cairiam todas sob a influência comunista. Esse dogma é aplicado também para a América Latina.

Ainda em 1960, os norte-vietnamitas criaram a Frente de Libertação Nacional, mais conhecida como Vietcong, que dissemina a guerrilha pelo interior do Vietnã do Sul. Em janeiro de 1961, os americanos tinham 2.000 homens na área; em 1963, eram 16 mil. Após o assassinato de Kennedy, o vice Lyndon Johnson aprova a intervenção direta dos EUA no conflito. Entre 1965 e 68, o número de soldados norte-americanos aumentou de 125 mil para 550 mil. Além dos americanos, apresentam-se também contingentes da Coréia do Sul, Tailândia, Austrália, Nova Zelândia e Filipinas.

Os americanos nunca controlaram o Vietnã do Sul, pois os civis apoiavam os vietcongs, após os ataques os vietcongs desapareciam com o apoio do povo. Daí o pavor dos recrutas americanos, que disparavam rajadas de metralhadora contra qualquer coisa que se mexesse.

Os Protestos e os Novos Valores na Sociedade Americana

A duração e as proporções do conflito chamaram a atenção dos jovens americanos, que se assustaram diante da perspectiva de participação na carnificina. Cresce o movimento hippie cujo visual colorido se opõe às tradicionais cores discretas como o preto, branco, marrom e cinza; os cabelos longos consagraram-se em oposição ao corte militar curto; as barbas compridas, que já compunham o look, de Fidel Castro, negavam de vez o visual clean dos soldados. O auge do movimento foi o festival de Woodstock.


Os americanos ficaram pressionados entre os horrores da guerra, as drogas e o "Make Love, Not War". Muitos pais choravam a perdida virgindade das filhas nos drive-in, motéis, garagens ou até mesmo na cama dos pais quando estes saíam para ir ao cinema.
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Efeitos da Mudança de Comportamento na Política

O terremoto em torno dos valores não permitiu a reeleição de Lyndon Johnson, sendo preferido Richard Nixon, cuja plataforma era Paz com Honra. Em 1973, pelos Acordos de Paz de Paris, os americanos começam a abandonar o Vietnã, embora a guerra continuasse até 1975.

A Guerra do Vietnã traumatizou a sociedade norte-americana. A derrota da superpotência por um pequeno e subdesenvolvido país comunista pôs por terra muitas estratégias e teorias. O ano de 1973 marca também o início da crise do petróleo, e certamente o desastre americano teria sido muito maior se o fanatismo anticomunista perdurasse no Sudeste asiático. Depois de Nixon, Jimmy Carter restauraria a fé na democracia retirando aos poucos o apoio aos regimes ditatoriais estabelecidos pela Teoria do Dominó. A Guerra Fria caminhava lenta, mas firmemente, para o seu ocaso.

Texto: Thiago Egolf

Daniel Drumond
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